sexta-feira, 14 de junho de 2013

Corpos que atuam na educação.

Pessoas caminham, vão de um lado para o outro, objetivando cumprir determinada
tarefa. Em meio a esse movimento vertiginoso nem sempre há tempo para observar, sentir,
obedecer aos desejos do corpo. Por instantes, num sobressalto os olhos encontram seu
próprio corpo refletido por espelhos ou vidraças. Esse ritmo acelerado tem se tornado
situação comum e habitual nas cidades, nas ruas e também nas Escolas.
O corpo passa pela Escola, mas é profundamente marcado por ela. Com raríssimas
exceções ele se faz presente ao longo dos anos Escolares. A aceitação das vontades do
corpo é inversamente proporcional ao nível de ensino em que este corpo se encontra. Tal
situação diz respeito não exclusivamente aos alunos, mas também aos professores e demais
funcionários que atuam em instituições educacionais.
Analisemos, por exemplo, a utilização do espelho nas instituições Escolares. Ele
está presente na maioria das salas de pré-escola, mas vai perdendo seu espaço à medida
que, cresce também, o interesse dos alunos para acompanhar as mudanças em seus corpos,
muitas vezes suscitando olhares vaidosos, e o professor não integra esse conhecimento aos
conteúdos.
Dispensar atenção para o seu próprio corpo. Ouvir, ver e principalmente ler a
história que ele revela, se expressando pela estrutura, postura e fisionomia corporal. Assim se configura a proposta deste artigo, que vê nos professores o meio de disseminar uma
educação mais significativa e que passe pelo corpo.
Para tanto, entendemos que os professores necessitam estará em contato com seu
próprio corpo, viabilizando assim, a interação com outros corpos. Em seu estudo Moysés
(2003) indica aos professores que permitam que o corpo esteja presente em todos os
momentos do ensino-aprendizagem, mantenham-se sempre alertas para não contribuírem
em aumentar os bloqueios energéticos corporais dos alunos. Dando a seu próprio corpo os
cuidados que necessita, estando atento aos seus próprios bloqueios, à sua respiração, à sua
energia, pois conhecendo a si é possível compreender o outro.
Cada corpo trás em si o registro de uma história que é única, peculiar aos momentos
vivenciados por aquela pessoa, conhecer os meandros revelados por cada curva, significa
também aceitar que somos diversos, que experiênciamos um mesmo fato com diferentes
intensidades, de distintos modos. Justificando assim nosso interesse em conhecer um
pouco da história dos corpos que atuam na educação, e se mostram diariamente a tantos
outros corpos e que muitas vezes se vêm espelhados.


Referência: http://www.cbce.org.br/cd/resumos/100.pdf

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